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Sobradinho, 2016
CODHAB // Sobradinho

CORA atelier + Estudiograma

 

 

Sobradinho, 2016
CODHAB // Sobradinho

CORA atelier + Estudiograma

 

Em um terreno compacto e longilíneo marcado por uma topografia acentuada e de legislação restritiva foi adotado uma espacialização do conjunto com 6 pavimentos e térreo totalizando 68 unidades habitacionais em consonância com o número de vagas de estacionamento possíveis.

 

Os fatores climáticos também tem influência direta na adoção do partido tomado, que constitui-se de duas lâminas separadas entre si por passarelas de circulação horizontal que preenchem este vazio integrador, cortadas, em diferentes momentos, pelos núcleos de circulação vertical.

 

Esta separação em lâminas permite que as habitações estejam providas de ventilação cruzada facilitada, com aberturas em faces opostas, o que ameniza o impacto do calor durante o verão, e da baixa umidade relativa do ar, durante o inverno.

 

É proposta clara permeabilidade visual, por meio da integração espacial em todos os níveis das circulações. Traz-se para dentro do edifício a ideia de que a vida dentro da área construída é reprodução da vida na cidade, sendo o oposto também verdadeiro. Durante o percurso de subida e descida da escada que marca a fachada principal, têm-se a vista ora do vazio interno, ora do entorno, ou seja, vê-se o pátio e a cidade, dentro e fora, paulatinamente. Concomitantemente à circulação vertical, as circulações horizontais formam espaços interligados, com pequenas praças ao longo de seu eixo, que buscam o encontro e o fortalecimento do sentimento de comunidade e a criação de laços.

 

Apresenta-se a ideia de que, mesmo ainda dentro do edifício, a partir do momento em que o morador sai de casa, encontra-se já num meio social, comunitário e heterogêneo. E é este encontro que qualifica um espaço, e essa troca cultural que proporciona crescimento.